Prevalência e severidade da DTM: fatores etiopatológicos e impacto na qualidade de vida

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As disfunções temporomandibulares (DTM), conjunto de alterações que englobam várias estruturas do sistema estomatognático, influenciam e são influenciadas, pelo comportamento geral do indivíduo, bem como sua qualidade de vida. Etiologicamente não existe um fator ou modelo teórico único que explique seu aparecimento. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de DTM, sua relação com fatores de risco, qualidade de vida e autopercepção em saúde oral na população adulta. A amostra consistiu de pessoas adultas e idosas, moradoras da cidade de Passo Fundo, RS, divididas e selecionadas aleatoriamente, de maneira proporcional, de cada um dos 22 setores censitários do município. Os questionários utilizados foram: determinação da prevalência de DTM - questionário de Fonseca; obtenção dos dados demográficos, de saúde e hábitos, bem como de autopercepção de saúde oral e geral - questionário validado pelo consórcio de pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL); e, para avaliação da qualidade de vida - OHIP-14. Os dados foram analisados por meio do programa Stata® (StataCorp.LP) - versão 12. A prevalência de DTM na população estudada foi de 13,4%. Não houve diferença estatística significante entre as faixas etárias e o sexo quanto a prevalência de DTM, respectivamente (IRR=1,00(0,84;1,19); (p=0,2), e (IRR=1,81(0,94;3,48); p=0,05). Dentre os fatores etiopatológicos analisados para DTM, os que tiveram associação estatística significante e risco relativo positivo foram dos hábitos parafuncionais: bruxismo do sono (IRR=2.16(1,01;4,62); p=0,02), apertamento diurno (IRR= 2,44(1,16; 5,11); p=0,08), apertamento da língua contra os dentes (4,11(1,95;8,65); p=0,00) e trabalhar segurando algo no pescoço (2,94(0,88;9,73); p=0,04); e dos fatores sistêmicos, os associados foram: insônia ((IRR=1,83 (1,07;3,12); p=0,015), osteoporose (2,50 (1,22;5,12); p=0,005) e artrite reumatoide (1,99 (1,07;3,68); p=0,016). A DTM teve impacto negativo na qualidade de vida (IRR=1,80(1,65;1,97); p˂0,01) e a relação da presença de DTM também foi associada com uma pior saúde oral (IRR=1,50 (1,14;1,98); (p=0,007)). Conclui-se que a prevalência de DTM no município de Passo Fundo, RS, foi de 13,4% e que esta patologia impactou negativamente na qualidade de vida desta população, mais, inclusive, que doenças sistêmicas como diabetes e artrite. Dos fatores etiopatológicos estudados, ter insônia, osteoporose, artrite reumatoide, fazer bruxismo, apertamento diurno, da língua contra os dentes e trabalhar segurando algo no pescoço foram fatores de risco para DTM. A idade e o sexo não influenciaram na presença de DTM.

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Palavras-chave

Endodontia, Epidemiologia, Qualidade de vida

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