O bem jurídico supraindividual na sociedade de risco e os delitos de perigo abstrato: uma análise dos critérios legitimadores do direito de punir do Estado

dc.contributor.advisorSilveira, Sebastião Sérgio da
dc.contributor.authorVelasco, Dayane Paniago
dc.coverage.spatialRibeirão Pretopt_BR
dc.date.accessioned2025-05-14T19:40:04Z
dc.date.available2025-05-14T19:40:04Z
dc.date.issued2023pt_BR
dc.descriptionThe present dissertation seeks to analyze the theory of the criminal-legal good as a limiting criterion of the State's right to punish in the scope of supra-individual crimes, especially in crimes of abstract danger, as well as its limitations and potentialities, arising from the Risk Society. It seeks to analyze the possibility of complementing the theory of the legal interest with autonomous criteria for limiting the right to punish, without this relativizing the fruitfulness of the theory of the legal interest. The work starts from the analysis of Ulrich Beck's Risk Society theory. The proposals of the authors studied in this work to transform criminal dogmatics, as well as to control the risks arising from the post-industrial society, have the advantage of offering the State manager more apt mechanisms for the control and containment of dangerous practices. However, the proposals must be viewed with caution. In this sense, it is argued, in the end, that there is no compatibility with the Democratic State of Law the use of a Criminal Law of broad and unrestricted risk, which has no limits and does not meet the principles developed, such as legality, taxation, the protection of defined legal assets, culpability, among others, indispensable to repress the excessive use of criminal sanctions. Thus, release without criteria creates an excessively repressive and dysfunctional criminal system. It appears that the construction of the concept of legal interest must be guided by the Constitution in a material sense, and the protection of supra-individual legal-criminal interests must consider the use of Criminal Law as a minimum right, in order not to affect the symbolic Criminal Law. Despite this, it appears to be of notable importance to continue the development of studies on new criteria of restrictions on punishment for crimes of abstract danger, whose basis for a necessary and constant reflection is far from marking an outcome to the related studies. to the topic in question. This research uses the precepts of exploratory study, through bibliographical research, with a qualitative approach, of a theoretical and explanatory nature. The method will be deductive. As for the use of the procedural method, the monographic procedure technique will be used, which studies in depth a certain fact in all its aspects.pt_BR
dc.description.abstractA presente dissertação busca analisar a teoria do bem jurídico-penal como critério limitador do direito de punir do Estado no âmbito dos delitos supraindividuais, em especial nos delitos de perigo abstrato, bem como suas limitações e potencialidades, advindos da Sociedade de Risco. Busca-se analisar a possibilidade de complementação da teoria do bem jurídico com critérios autônomos de limitação ao direito de punir, sem que isso relativize a fecundidade da teoria do bem jurídico. O trabalho parte da análise da teoria da Sociedade de Risco de Ulrich Beck. As propostas dos autores estudados neste trabalho para transformar a dogmática penal, bem como controlar os riscos advindos da sociedade pós-industrial, têm a vantagem de oferecer ao gestor estatal mecanismos mais aptos para o controle e a contenção de práticas perigosas. Todavia, as propostas devem ser vistas com cautelas. Nesse sentido, defende-se, ao final, que não existe compatibilidade com o Estado Democrático de Direito a utilização de um Direito Penal do risco amplo e irrestrito, que não possui limites e nem atenda aos princípios desenvolvidos, tais como a legalidade, taxatividade, a proteção de bens jurídicos definidos, a culpabilidade, dentre outros, indispensáveis para reprimir a utilização desmesurada da sanção penal. Assim, a liberação sem critérios cria um sistema criminal excessivamente repressor e disfuncional. Constata-se que a construção do conceito de bem jurídico deve ser norteada pela Constituição em sentido material, e a proteção de bens jurídico-penais supraindividuais deve considerar a utilização do Direito Penal como um direito mínimo, a fim de não incidir no Direito Penal simbólico. Não obstante a isso, verifica-se ser de notável importância a continuidade do desenvolvimento de estudos acerca de novos critérios de restrições à punibilidade para os crimes de perigo abstrato, cujo embasamento para uma necessária e constante reflexão está longe de marcar um desfecho aos estudos atinentes ao tema em questão. A presente pesquisa utiliza os preceitos do estudo exploratório, por meio de pesquisa bibliográfica, com abordagem qualitativa, de natureza teórica e explicativa. O método será o dedutivo. Quanto ao emprego do método de procedimento, será utilizada a técnica de procedimento monográfico, que estuda em profundidade, determinado fato sob todos os seus aspectos.pt_BR
dc.format.extent101 f.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unaerp.br//handle/12345/556
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.subjectCrime de perigo abstratopt_BR
dc.subjectDireito penalpt_BR
dc.subjectTeoria do bem jurídicopt_BR
dc.titleO bem jurídico supraindividual na sociedade de risco e os delitos de perigo abstrato: uma análise dos critérios legitimadores do direito de punir do Estadopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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