Cloro hidrato: avaliação de risco à saúde humana como subproduto da desinfecção da água

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Nos processos de tratamento de água potável são utilizados produtos químicos clorados para garantir o nível de segurança sanitária e controlar as doenças de veiculação hídrica. Contudo, a adição desses acarreta a formação de Subprodutos da Desinfecção (SPD), gerados através de reações químicas indesejáveis entre os precursores em água e produtos à base de cloro. Os principais precursores da formação dos SPD são a Máteria Orgânica Natural (MON), matéria algácea e a carbonácea. A formação do SPD Cloro Hidrato (CH) não ocorre naturalmente na água e para a população, a maior via de exposição ao CH ocorre através da água de abastecimento. O objetivo geral deste trabalho foi o de estimar o risco toxicológico do CH e sugerir um Valor Máximo Permitido (VMP) em água potável para ser inserido na próxima revisão da legislação que regulamenta os padrões de potabilidade no Brasil, a fim de evitar riscos à saúde da população. Para tal, foi necessário determinar a estabilidade da solução de CH; estabelecer o Nível de Efeito Adverso não Observado (NOAEL) e o Nível do Menor Efeito Observado (LOAEL) através de bioensaios em diferentes modelos animais, além de calcular e sugerir o VMP de CH em água potável. Foi utilizado sal de CH P.A. e a estabilidade da concentração da solução foi analisada periodicamente pela técnica de cromatografia a gás. Na realização dos bioensaios foram utilizados ratos Wistar machos que foram submetidos aos testes do campo aberto, rotarod, indução de sono e análises bioquímicas. Considerando os dados obtidos pode-se concluir que: a estabilidade da solução de CH é relativamente elevada, pois apresentou uma tendência de decaimento apenas entre 17 e 21 dias após sua preparação, sendo adotado preventivamente o tempo máximo de uso da solução de 11 dias; foi identificado o NOAEL na dose de 9,60 mg.kg-1 .d-1 , sendo o mesmo utilizado para o cálculo do VMP, obtendo-se o valor de 2,3 mg.L-1 de CH; considerando o valor de LOAEL na dose de 0,96 mg.kg-1 .d-1 ,o VMP calculado foi de 0,023 mg.L-1 de CH; o VMP de 0,023 mg.L-1 de CH obtido pelo cálculo utilizando o LOAEL está próximo do VMP citado pela Austrália e Nova Zelândia que é 0,02 mg.L1 para este composto.

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