Análise sobre a violência obstétrica contra mulheres negras na perspectiva do racismo institucional
| dc.contributor.advisor | Tárrega, Maria Cristina Vidotte Blanco | |
| dc.contributor.author | Camargo, Marina dos Santos Martins | |
| dc.coverage.spatial | Ribeirão Preto | |
| dc.date.accessioned | 2025-05-28T14:23:53Z | |
| dc.date.issued | 2024 | |
| dc.description | Obstetric violence against black women in Brazil is a manifestation of institutional racism and gender inequalities in the health system. When compared to white women, black women are more likely to suffer mistreatment during pregnancy, during and after childbirth, such as denial of anesthesia, invasive procedures without consent and disrespectful treatment. This violence is linked to racial discrimination and the lack of preparation of health professionals to deal with these particularities of the population, resulting in serious consequences, such as higher maternal mortality among black women. The Brazilian Health System directly reflects its population, thus, racism and gender discrimination are also constant in the structures of health institutions. In 2019, the Women's Assistance Center's hotline 180, which offers a free public service to receive reports of obstetric violence are already ten times higher than in 2018. It is reported that, in the first four months of 2018, 26 reports were registered through the 180 number, while in 2019, in the same period of 2019, there were 260 reports. This is due to several reasons, both because women are more aware of their gestational rights and women's rights, because they have the courage to report, and because of the crisis in the Health System (Cerdeira, 2019). Other channels for reporting obstetric violence are the Health Hotline 136 and National Supplementary Health Agency's 0800-701-9656 number to complain about health insurance coverage. The theme of this research is extremely relevant and important as it reveals the intersectional violence faced by a large part of the brazilian population, considering that the country is made up of 55.5% black people (black and brown) and 51.5% women, according to the 2022 Census from the Brazilian Institute of Geography and Statistics -IBGE. | |
| dc.description.abstract | A violência obstétrica no Brasil contra a mulher negra é uma manifestação do racismo institucional e das desigualdades de gênero no sistema de saúde. Quando comparadas às mulheres brancas, as mulheres negras são mais propensas a sofrer maus-tratos na gestação, durante e após o parto, como negação de anestesia, procedimentos invasivos sem consentimento e tratamento desrespeitoso. Esta violência está ligada à discriminação racial e ao despreparo dos profissionais de saúde em lidar com estas particularidades da população, a resultado em consequências graves como a maior mortalidade materna entre mulheres negras. O sistema de saúde brasileiro reflete diretamente a sua população, desta forma, o racismo e a discriminação por gênero também estarão constantes nas estruturas das instituições de saúde. Em 2019, o Disque 180 da Central de Atendimento à Mulher, o qual oferece um serviço público e gratuito para receber denúncias de violência obstétrica, entre outros tipos de violência contra a mulher, verificou que as denúncias de violência obstétrica já são dez vezes maiores que as de 2018. Consta que, nos quatro primeiros meses de 2018, foram registradas 26 denúncias através do 180, já em 2019, no mesmo período de 2019, foram 260 denúncias. Isto se dá por vários motivos, tanto pelo fato das mulheres terem maior consciência sobre seus direitos gestacionais e direitos femininos, pela coragem em denunciar, quanto pela crise no Sistema de Saúde (Cerdeira, 2019). Outros canais de denúncia de violência obstétrica são o Disque 136 Saúde e o 0800-701-9656 da Agência Nacional de Saúde Suplementar para reclamar sobre o atendimento do plano de saúde. O tema desta pesquisa é de extrema relevância e importância pois revela as violências interseccionais enfrentadas por grande parte da população brasileira, tendo em visto que o país é composto por 55,5% de negros (pretos e pardos) e 51,5% de mulheres, de acordo o com o Censo 2022 do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística – IBGE. | |
| dc.format.extent | 136 f. | |
| dc.identifier.uri | https://repositorio.unaerp.br/handle/12345/600 | |
| dc.language.iso | pt_BR | |
| dc.subject | Violência obstétrica | |
| dc.subject | Violência contra as mulheres | |
| dc.subject | Racismo | |
| dc.subject | Sexismo | |
| dc.title | Análise sobre a violência obstétrica contra mulheres negras na perspectiva do racismo institucional | |
| dc.type | Dissertação |
